Legítima Defesa
Uma Revista de Teatro Negro

A “Legítima Defesa – Uma Revista de Teatro Negro” é uma publicação da Cia Os Crespos, na qual critérios estéticos e políticos do Teatro Negro são discutidos, possibilitando a inscrição e historicização dos processos artísticos  para futuras pesquisas, através de material impresso e também virtual.

Questões relevantes sobre a investigação e discussão dos temas referentes à população negra e à representação do negro no Teatro Brasileiro são abordados na revista que, dessa forma, possibilita maior difusão dos trabalhos realizados nessa vertente, com o intuito de fomentar o intercâmbio de pesquisas que impulsionem a criação artística e a formação, tanto de público como dos fazedores dessa arte.

O nome Legítima Defesa surgiu como uma homenagem ao Movimento Negritude iniciado em 1934, com Léopold Sedar Senhor, Aimé Césaire, Léon Damas, Leonard Sainville e Aristide Maugée, haitianos, senegaleses e antilhanos, que criaram em Paris a revista “La Légitime Défense”, combatendo a discriminação e discutindo a condição do negro, numa afirmação de independência e clamor por liberdade.

A revista teve seu primeiro número lançado no segundo semestre de 2014, com recursos da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. O primeiro número teve apoio da Fundação Cultural Palmares para sua publicação e, nesse segundo número, Os Crespos contam, novamente, com o apoio da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo e recursos próprios para sua publicação física e virtual.

Capa – LD Nº 1 (2014)

Capa – LD Nº 2 (2016)

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Legítima Defesa 3

Legítima Defesa – 3ª Edição

A cena negra do Ceará, reflexões sobre o teatro negro infantil contemporâneo e um dossiê sobre o teatro sul-africano estão entre os destaques do terceiro número da publicação da Cia Os Crespos

Após hiato de cinco anos, Legítima Defesa, a revista de Teatro Negro publicada no país, ganha nova edição

Após um hiato de cinco anos, a terceira edição (2021) da Legítima Defesa – Uma Revista de Teatro Negro, conta com textos de Altemar Di Monteiro (CE), Aza Njeri (RJ), Denilson Tourinho (MG), Elizandra Souza (SP), Liliane Braga (SP) , Lucelia Sergio (SP) , Nabor Jr. (SP), Napo Masheane (África do Sul) e Sidney Santiago Kuanza (SP).

A publicação conta com uma matéria de intercâmbio com a África do Sul, escrita por Napo Masheane, poeta e dramaturga. A artista multilíngue nos convida a conhecer o teatro sulafricano feito por mulheres, discutindo as complexidades deste teatro e nos apresentando uma cena contemporânea construída a partir de literaturas orais e das teatralidades das culturas locais .

Inserida no projeto De Mãos Dadas: Afetos Políticos, Contornos Poéticos, viabilizado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro, O conteúdo da revista é distribuído em 12 editorias, com textos sobre: Teatro negro e transgressão; O movimento de fortalecimento da cena negra nacional; Arte negra no Ceará; Reflexões sobre o teatro negro para infância e juventude; Os 15 anos de importantes grupos de arte negra de São Paulo, Os Crespos, Ilú Obá de Min e Quilombaque; A passagem de Alberto Guerreiro Ramos pelo Teatro Experimental do Negro; além de homenagear artistas como Ruth de Souza, Chica Xavier e Zenaide Zen.